Insúria


05/08/2005


Diego Ramires

 

caminhando

no pensamento

dentes de pokemon

e minúsculos olhos de kryptonita

um soco seco

               conclusão:

até nunca

             a overdose                                          

Escrito por Diego Ramires Bittencourt às 00h52
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Manifesto Marginal - I

Manifesto Marginal 


Por Diego Ramires

Para todos os artistas, de todas as classes, para todos que se comprometem, que se doam à perpétua foda artística, este manifesto, infesto e cansado da monogamia repulsiva da arte.

 

Chega do ultrajante sofismo, basta, chega de desprezo e de caminhar a trilha dos aleijados, chega da humilhação em calçadas, da conclamação por eqüidade, queremos dignidade, dignamente somos artistas, também somos dignos sem mentiras e ultrajes.

 

 

                                               Diego Ramires Bittencourt – 31/03/2005

 

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Prólogo

 

Devo dizer que é lamentável, lamentável dizer que inertes vivemos, sofremos os abusos e a opulência da idiotice, eu digo.

Estamos, não estamos, sem situação, inanição, conclamando, reclamando pedindo e implorando miséria quando devemos, devo dizer, devemos lutar por decência.

A sociedade, os sapiens, a nova idade, nem liga, está ligada em Latino, festa no Apê, a velha idade, se bate, late, saúda o saudosismo infame e infringe o curso natural da coisa. Não deixam e se queixam, dos novos artistas, unicamente a merda na pista, o resto e o restante do que outros deixaram.

Livros, estátuas, pinturas, sinceramente, gravuras de merda, perda, perdidos em instantes, nas salas da bienal, nas paredes, nas estantes, esta é a realidade real da situação.

O artista, pobre dele, está podre, porque sociedade, sem sapiendade é nada. Vejamos, enxerguemos, testemunhemos, averigüemos, o problema não está na carência de incentivo, está no incentivo da carência de nossos valores. A criança prefere jogos eletrônicos, eletrizando a infância e destituindo a cultura. Não adianta, de que adianta pensarmos em fazer alguma coisa sendo que a coisa está sendo feita de maneira errada?

Não adianta...

Por exemplo: Uma cidade cujo cú se vê sujo com uma má administração dará ênfase de fato a outras coisas para que a sujeira caia em esquecimento aos ignorantes. 

A cultura enobrece os pobres, os pobres por sua vez pensarão, deixarão de ser massa para adquirir consciência, coisa que o político não quer.

Melhor para os graúdos é a tal da política titica: Arroz, feijão e futebol.

Escrito por Diego Ramires Bittencourt às 00h51
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Manifesto Marginal - II

 

Estado de Inanição

 

Claro, eles pensam! Mas tudo é escuro na sombra...

                             Diego Ramires

 

Confabular projetos, divagar sobre intentos, manifestos e manifestações sem força para perpetuar, novamente, não minto, não adianta...

Adianta ver, as fábricas de névoas – Rexroth -  enevoando e enervando seus estudantes com estudos ridículos?

Um estudante na década de sessenta até a noventa, década da estagnação, valia mais do que mil estudantes atuais. Um poeta, um escritor na década de sessenta valia mais do que milhares de escritores e poetas atuais.

Acho engraçado, presenciar a graça daqueles que por exemplo: Lêem Bakunin, querem implantar o anarquismo, porém, entretanto, contudo, todavia, lêem ao pé da letra, lastreiam a utopia do anarquismo e não pesquisam, desconhecem sobre Babeuf e Emma Goldman. Mesma coisa digo dos comunistas, lêem Marx e Engels, mas não lêem Trotsky, desconhecem sobre a partilha e o pensamento de Cristo, aonde foi fundamentado o comunismo, digo o mesmo aos nacionalistas xenófobos...O erro está em desconhecer a situação que quer melhorar, porém todo mundo acha que conhece...

Melhorando, o melhor mesmo, antes de tudo seria: Organização e coragem...

Este segundo, segundo a maioria está em falta no momento...

Escrito por Diego Ramires Bittencourt às 00h49
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Manifesto Marginal - III

 

Coragem é o principal tempero para encarar e transformar - coragem para dizer basta desta bosta, quero respeito porque mereço não mendigar por aí.

 

Para se ter coragem, deve-se encorajar a pesquisar afundo sobre algo que queira mudar, seja a sala da casa, seja a cidade que habita.

 

No caso do artista, triunfar no meio, exige a extinção do mistério, largar mão do monastério que vive e ganhar as ruas, as avenidas, fazer passeatas, divulgar e escandalizar, ligar em rádios para proferir os abusos absurdos.

 

Novamente: não adianta, chorar incentivo se não incentivar uma comunhão entre o meio, lutar sozinho não ganha guerra.

 

Para começar:

As editoras filhas da puta pensam que somos patos prontos para ser devorados, pensam que só acadêmicos possuem vez na fila, que só quem tem produção publicada merece oportunidade. Errado, quantos autodidatas bons por aí produzem com grande nível de excelência?

Muitos, só que nossas livrarias estão cheias de muita bosta e a pequena parcela boa se perde por causa destes canastrões de plantão.

Da mesma forma, na fôrma do desprezo caem o pintor e o artesão, onde suas pinturas não passam de adornos de bar.

 

A sociedade necessita ser instigada, necessita de conceitos revistos, sem festa de Apê, as editoras precisam ser “violentadas” com desprezo também e os críticos precisam ser mais ignorantes para avaliar a criação daquele que cria.

 

 

 

Considerações Finais

 

Antes de querer, deve-se fazer, deve-se ter, deve-se tentar...

Atentar a cultura contemporânea, irritá-la, vociferar contra o desprezo em qualquer forma ultrajante, ultradegradante...

Ser artista é carregar o fardo foda da luta, ser mero poeta, escritor, escultor, pintor, artesão é brincar quando, no entanto, isto é profissão. Artistas somente poucos são na verdade, estes detêm do signo da eruptiva coragem e enfrentam o desdém dos repugnantes.

 

Artista mesmo poucos existem pois estes insistem em revolucionar...

Escrito por Diego Ramires Bittencourt às 00h48
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